Não faça besteira, leia o Bandeira!

 
Não faça besteira, leia o Bandeira!
 

 
Cotidiano, cinema, música, anotações virtuais. Talvez não nessa ordem. Ou, quem sabe, nada disso.

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Elio Bandeira/Male/31-35. Lives in Brazil/Rio Grande do Sul/Porto Alegre/Mont'serrat, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk:
Brazil, Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Mont'serrat, Portuguese, English, Elio Bandeira, Male, 31-35.

 
 
dezembro 31, 2002
 
Daqui a algumas horas começará 2003. Não posso reclamar nada de 2002, pois foi um ano em que aconteceram muitas coisas boas. Espero que no próximo ano as coisas boas multipiquem-se e todos possam continuar com saúde e amor. A quem visitar este blog, vai uma mensagem do poeta Carlos Drummond de Andrade, intitulada "Receita de Ano Novo":

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

dezembro 26, 2002
 
O Natal foi bem legal, dividido entre a minha família e a da Lu. Divertido também foi nosso Amigo Secreto. Pelo terceiro ano, sorteei o Gustavo. Ele também me sorteou e acabei ganhando o novo CD do Pearl Jam, além de uma coletânea do Ozzy Osbourne.
 
Acidentes acontecem. Aproveitando que o ano ainda não acabou, não posso deixar de incluir duas músicas naquela lista (feita no dia 18/12) das "melhores de 2002":
- Andrew W.K. - "Party Hard"
- Doves - "There Goes The Fear"
Tá feito o registro.
 
Ontem foi o aniversário do Éderson (Edi), um amigo de infância. Ele completou 35 anos. Acontece que há uns 15 anos o Edi sofreu um acidente praticamente igual ao do escritor Marcelo Rubens Paiva, de "Feliz Ano Velho". A diferença é que o Edi conseguiu recuperar os movimentos, caminhar e ter uma vida quase normal. Hoje ele está casado e tem uma filha. Feliz Aniversário, Edi.

dezembro 24, 2002
 
A todos que visitarem este blog, um FELIZ NATAL!!! Que você aproveite bastante a data e celebre com aqueles que mais gosta. Fica aqui um poema de Millôr Fernandes sobre o tema:

No Rio a gente sensata
Lutou por uma figueira
Mas não vi um democrata
Sair de sua banheira
Pra ver a causa mortal
Da árvore de Natal.

Dava bolas, não se lembram?
Dava velas multicores
Que iluminavam, na sala,
Uma breve noite sem dores.
Ainda existem, mas poucas;
Foram sendo destruídas
Pelo atrito entre as vidas
Foram sendo desprezadas
Pelas relações iradas.

E além disso, que má fé,
Eram banhadas apenas
Com lágrimas de jacaré.
Embora, entrando pelo tubo,
O povo, a todo momento,
Não lhe poupasse adubo;
Bosta de ressentimento.

Mas será que interessa
Em nome de uns inocentes
Crescer árvores inventadas
Pela imaginação das gentes
Sem utilidade prática
Frutificando presentes
(Que brotavam das raízes)
Só pra pessoas felizes?;

Nunca vi martelo ou pua
Ou uma colher de pedreiro
Frutificar nessa árvore
Fosfatada com dinheiro.

Era uma coisa maldita
Pois a praga da aflição
Crescia mais do que ela
E sem darmos atenção
Foram-se acabando as mudas
Não houve renovação
E cercada de fome e medo
Morreu toda a plantação.

Pode ser, eu não sei não,
Pois há ainda outra versão;
Ante a violência urbana
A árvore ficou tristonha
E como não era humana
Morreu mesmo é de vergonha.

Contudo, sou da esperança,
Do "quem espera sempre alcança"
E por isso deixo aqui
Meu voto de confiança
O meu apelo final
À árvore de Natal:

Mais popular, mais comum,
Quero ver-te renascer
Para que, em oitenta e um,
Possam os pobres te comer.
 
Estava excelente o bacalhau ontem, na casa do Marcelo. Além dele e da Adriana, sua esposa, estivemos eu, a Lu, Dieter & Valesca, Adriano "Polenta" e Alessandra e o Marco. Várias garrafas de vinho acompanharam o banquete. Bem que poderia tornar-se uma tradição...

dezembro 23, 2002
 
Tô bem ruim hoje...e à noite tem um show de bacalhau lá no Marcelo...Preciso estar melhor...
 
Leio na Internet que morreu o líder do The Clash, Joe Strummer. Uma pena, apesar de eu nunca ter sido um fã da banda. O cara tinha só 50 anos...
 
Meus últimos dias têm sido um entra-e-sai de shoppings centers. Nada mais adequado e nada mais chato. Comprei todos os presentes? Faltou alguém? Quem queria o quê? Será que vão gostar? Quando se tem a idéia do presente, tudo fica mais fácil. O jeito é bater perna atrás da felicidade de quem a gente gosta...

dezembro 19, 2002
 
Voltando às coletâneas musicais, saiu uma nova do INXS. A capa é esta:



Tá certo que é uma coletânea “caça-níqueis”, pois, obviamente, não existe nenhuma música nova da banda. No entanto, o CD traz “Salvation Jane” e “Tight”, que não foram lançadas antes. Para quem não tem a primeira coletânea, de 1994, vale a pena.
 
E o filme “Cidade de Deus” está mais perto do Oscar. Hoje foram anunciados os concorrentes ao Globo de Ouro(segunda premiação mais importante do cinema) e o brasileiro está concorrendo a melhor filme estrangeiro, competindo com o novo filme do Almodóvar (“Fale com Ela”, que ainda não vi mas todos dizem que é muito bom). O Globo de Ouro é diferente do Oscar, pois premia melhores atores e atrizes em duas categorias: filmes de comédia e filmes de drama. Além disso, são premiados atores em séries de TV. Entre os atores indicados por drama, estão Jack Nicholson, Daniel Day-Lewis e Leonardo Di Caprio. Entre as mulheres, as candidatas incluem Nicole Kidman, Meryl Streep e Julianne Moore. O filme “Um Grande Garoto”, inspirado na obra de Nick Hornby, concorre a melhor filme de comédia, assim como “Casamento Grego”. A lista completa você pode acessar aqui.
 
É isso aí. Ontem jogamos a última partida do ano nas quartas-feiras. Legal ver que a turma se manteve unida por todo esse tempo. Nosso futebol começou meio que por brincadeira e agora está completamente estabelecido. Muitos tiveram melhoras significativas no contato com a pelota. Depois do jogo aproveitamos e escolhemos os “prêmios” de 2002. Foi muito engraçado. Ta tudo lá no blog do Marcelo. Espero que em 2003 essa galera continue se divertindo bastante...

dezembro 18, 2002
 
Como estamos no final de dezembro, nada mais adequado do que fazer aquelas listas dos “melhores do ano”. Aí vão as músicas que mais gostei em 2002:

Internacionais

- Coldplay “In My Place”
- New Order “Here To Stay”
- Sistem of a Down “Chop Shuey”
- Red Hot Chili Peppers “The Zephyr Song”
- Oasis “Stop Crying Your Heart Out”
- Alanis Morissette “Hands Clean”
- Pearl Jam “I Am Mine”
- The Calling “Wherever You Will Go”
- Beck “Guess I'm Doin' Fire”
- Avril Lavigne “Complicated”

Nacionais

- Paralamas do Sucesso “O Calibre”
- Cidade Negra “Girassol”
- Jota Quest “Na Moral”
- Gilberto Gil“Kaya N'gan Daya”
- Lenine“O Homem dos Olhos de Raio X”
 
Melhores filmes que assisti no cinema em 2002:

- Cidade de Deus;
- Dia de Treinamento;
- Insônia;
- 11 Homens e Um Segredo;
- Homem-Aranha;
- Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel;
- Entre Quatro Paredes;
- A Identidade Bourne;
- O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain;
- Do Inferno

dezembro 16, 2002
 
Eu e a Lu estávamos olhando um site só sobre filmes dos anos 80, que dá detalhes sobre as produções, como cartaz original, elenco, fotos e trilha sonora. Lembrei de um filme que gostei muito naquela época: “A Morte Pede Carona” (The Hitcher), de 1986. Mandei um e-mail para a revista SET e eles me informaram que talvez no segundo semestre de 2003 o filme chegue ao mercado brasileiro em DVD. Nos EUA, o filme já existe nesse formato, mas sem legendas em português. Ou melhoro meu inglês ou vou ter que aguardar...
 
E não é que a minha mãe achou novamente os óculos? Já não entendo mais nada...

dezembro 14, 2002
 
A Câmara ficou cerca de 12 horas, ontem, envolvida na votação da escolha do novo presidente. Se tivesse feito um documentário, provavelmente ganharia um Kikito em Gramado, tamanha a tensão, os conchavos e as negociações que rolaram naquele prédio. O pior é que o pleito não acabou. Segunda-feira tem mais. Haja coração!
 
Falando em coração, voltamos ao “caso Marcelo”. Quem chegar a este blog sem passar pelo dele, dá uma olhada que vale a pena. Depois de ler o que ele escreveu, lembro das únicas duas vezes que fiquei internado, ambas para cirurgias. Claro que não é a mesma situação, pois o caso dele foi de emergência, mas é impressionante como nos sentimos mais vulneráveis, é claro, e mais humanos. Desde a presença dos enfermeiros e do médico, chegando à família e os amigos, cada contato, gesto ou palavra de carinho faz a gente olhar para algo que fica guardado, lá no fundo, meio que com medo da correria da nossa vida. Pois são poucos lugares melhores mais propícios à reflexão do que uma cama de hospital. “Por quê estou aqui?” “O que fiz para merecer isso?” “Desta vez eu vou mudar” e por aí vai. Depois que o meu pai ficou quatro meses direto no hospital (de dezembro de 1998 a abril de 1999), não só eu mas como toda a minha família se tornaram mais humanos também e passaram a descobrir as coisas boas de cada momento. Sei que o Marcelo pensou bastante num monte de coisas, algumas que ele só se deu conta agora. E agora deve estar com a certeza de que tem muito a aproveitar e valorizar nessa vida.
 
A Lu, contou, no blog dela, o que aconteceu com a minha mãe ontem. Dona Maria Helena teve seus (caros) óculos de grau roubados perto do trabalho. Como que por milagre (a falta de interesse dos larápios pela mercadoria), ela conseguiu reavê-los. Mas não é que hoje pela manhã ela conseguiu perdê-los no supermercado? Pelo jeito, ela e os óculos não se entenderam muito bem...

dezembro 12, 2002
 
Ontem estávamos jogando futebol quando o Marcelo deixou a quadra reclamando de dores no peito. Mesmo depois de ter repousado um pouco a dor não diminuiu. Chamou sua mulher para busca-lo e foi para o Hospital de Cardiologia fazer exames. Acabou internado e está sendo observado. Ainda não sabemos o que realmente houve e quais as conseqüências. De uma coisa já temos certeza: ele vai ter que mudar sua vida de forma profunda. O problema é que eu também posso ser incluído na zona de risco: má alimentação, sedentarismo, histórico familiar, sobrepeso. Nem preciso dizer que está mais do que na hora de tomar uma atitude. Às vezes é preciso evitar exemplos muito próximos, mas, em alguns casos, eles dão o aviso necessário. A maré tá subindo. E eu não sei nadar...

dezembro 09, 2002
 
Só passei aqui para dizer que só agora - 21h44 - eu tô saindo da Câmara. Chega. Amanhã tem mais.
 
Oito da noite e eu continuo no trabalho. Nas últimas semanas isso tem sido rotina, pois a Câmara Municipal deixa a votação dos principais projetos para o “apagar das luzes”. Como essa deve ser a última semana antes do recesso legislativo, não faltam entregas de títulos, sessões solenes e outros “eventos” noite adentro. Na quinta-feira o Felipão novamente estará aqui, recebendo mais uma homenagem. Depois de sexta-feira acho que vou pedir umas férias.
 
Eu e a Lu voltamos às locadoras, após algumas semanas de ausência. Assistimos “Jogo de Espiões” e “Um Ato de Coragem”. Gostei bem mais do primeiro, uma boa história de espionagem. O segundo vale pela atuação sempre correta do Denzel Washington.

dezembro 06, 2002
 
Descobri que estou apto a votar nas eleições de segunda-feira do Sport Club Internacional, quando serão escolhidos os novos conselheiros. Já dei uma olhada na lista de candidatos e sei qual meu voto. Espero que seja o primeiro passo visando profundas mudanças.
 
Definitivamente: não gosto de brigar com meu amor!

dezembro 05, 2002
 
Comecei a ler, nesta semana, o livro "No Ar Rarefeito", livro do jornalista Jon Krakauer sobre um acidente no lugar mais alto do mundo, em 1996. Pelo começo parece bom. A história virou até filme (Morte no Everest), que já tem nas locadoras.
 
O melhor livro que li sobre o tema foi "Fantasmas do Everest", que conta a história de uma expedição que resgatou, 75 anos depois, os corpos daqueles que teriam sido os primeiros alpinistas a escalar o monte, em 1927. Vi um documentário na TV sobre essa expedição e achei excelente. Recomendo.
 
Leio na Folha de São Paulo que um grupo de assaltantes tentou roubar dois caixas eletrônicos em São João de Meriti (Baixada Fluminense, Rio). Até aí nada de mais. Só que os ladrões usaram um guincho e obrigaram cerca de 20 pessoas que voltavam do trabalho em um ônibus para ajudar a carregar os caixas. Até algumas pessoas que estavam bebendo em um bar foram “convocadas” a ajudar. Imagina só: tu tá bebendo uma cerveja com os amigos, bem tranqüilo, quando um cara chega e te manda carregar um caixa eletrônico nas costas. Não faltava mais nada.

dezembro 04, 2002
 
Como é estranho encontrar alguém que a gente não vê há bastante tempo. Pessoas que a gente encontrava quase que diariamente e agora nem tem mais contato. Nesta semana passei de carro pela Ipiranga e vi o Luis Felipe (Bola), um amigo de infância. Buzinei e ele abanou, mas nem houve possibilidade de conversa. Quando tinha 12,13 anos, os sábados se resumiam a futebol na Redenção à tarde e uma visita ao Zé do Passaporte à noite. E o ponto de encontro era no prédio dele, na Jerônimo de Ornellas. Em 1986, fomos a quase todos os shows que tiveram no Gigantinho, especialmente o do Camisa de Vênus, lançando “Batalhão de Estranhos”, e o da Legião Urbana, do disco “Dois”. O Bola perdeu o pai aos 16 anos e depois virou pai bem cedo (tem dois filhos). Ultimamente ele estava distribuindo panfletos na Rua da Praia. Espero que ele esteja numa situação melhor.
 
Uma vez eu, o Bola e outros amigos que jogavam na Redenção criamos um time: o Ressaca. O uniforme era vermelho com uma lista azul, obtido pelo Foguinho, que trabalhava no Hospital de Clínicas. Nosso time jogou 10 sábados seguidos no campo de futebol 7 do Corpo de Bombeiros, na Silva Só. Ficamos invictos: 6 vitórias e 4 empates. Só sei que eu jogava muito melhor naquela época.
 
O New Order lançou nova coletânea: “International”. São 14 faixas, passando pelas clássicas “Bizarre Love Triangle” e “Blue Monday”, chegando a “Crystal”, do último CD, e “Here to Stay”, música do documentário “24 Hours Party People” (sobre a cena musical na Inglaterra nos anos 80) e disparado uma das melhores canções do ano. Pena que a versão importada tenha 5 músicas a mais.

dezembro 02, 2002
 
Pelo jeito, 2003 vai ser um ano bastante emocionante. No primeiro semestre já estavam agendados 2 casamentos: o do Alemão, em março, e o do Kau, em maio. Pois ontem recebi a notícia de que o Cristiano também vai casar, e a festa vai ser em julho. Eu e a Lu estamos procurando vagas na agenda para conseguir encaixar nosso casamento no meio de tanta festa. Aguardem novas informações.
 
Assistimos, na companhia dos promotores Cristiano e Clarissa, ao filme “Casamento Grego”. Tem alguns momentos bem engraçados, mas tinha muito clichê. Na real, perfeito para um domingo chuvoso.
 
Brabo é jogar bola às 5 da tarde, no verão, debaixo do solaço. Fizemos isso no sábado. Faltou pouco para uma desidratação geral.

 

 
   
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